CONCEITOS JUNGUIANOS
- I -


Imagem interna de Deus
: “Se uma imagem deste tipo emerge espontaneamente em sonhos, fantasias, visões, etc., deve entender-se dentro do modo de observação psicológico como um símbolo do Sim-mesmo. (...) ...não pode decidir-se se a divindade e o inconsciente são duas dimensões diferentes. Ambas coisas são noções limites de conteúdos transcendentais” (Recuerdos, Sueños, Pensamientos: 413).


Imagens primitivas
: “Empregado originariamente por Jung para o conceito de arquétipo" (Recuerdos, Sueños, Pensamientos: 413).

Inconsciente: Pode ser Pessoal ou Coletivo.

Inconsciente Pessoal
: “Tudo o que sê, mas no que não penso momentaneamente; tudo o que em alguma ocasião me foi consciente, mas que agora está esquecido; todo o percebido por meus sentidos, mas que não o tem presente minha consciência; tudo o que sento, penso, recordação, quero e faço sem intenção e sem atendimento, isto é, inconscientemente; todo o futuro que se prepara em mim e só mais tarde chegará à consciência,... (...) A estes conteúdos se somam também todas as repressões mais ou menos deliberadas de representações e impressões penosas”.

Inconsciente Coletivo: “Mas além disso achamos no inconsciente também as propriedades não adquiridas individualmente, senão herdadas, como são os instintos, como a tendência à atividade, que se seguem sem uma motivação consciente, que resultam de uma necessidade...(...) Denomino a este inconsciente coletivo porque, em contraposição com o definido anteriormente, não tem conteúdos individuais, isto é, mais ou menos simples, senão difundidos universalmente...” (Recuerdos, Sueños, Pensamientos: 415).



Individuação
: “A Individuação é um processo moldado pelo ideal arquetípico de totalidade, que a sua vez depende da relação vital entre ego e inconsciente” (Lexicón Junguiano: 107). “...se confunde com o devir consciente do ego, e por isso o ego se identifica com o Se-mesmo, do que naturalmente surge uma grave confusão do conceito. Pois deste modo a individuação se converte no mero egocentrismo e autoerotismo. No entanto o Se-mesmo compreende infinitamente muito mais do que o mero ego... É tanto uno como os outros, como o ego. Individuação não exclui ao mundo senão que o inclui” (Recuerdos, Sueños, Pensamientos: 415). “A Individuação não nos fecha as portas do mundo, senão que reúne o mundo para si” (Lexicón Junguiano: 107).


Inflação do Eu
: “Uma expansão que ultrapassa os limites individuais da personalidade mediante identificação com um arquétipo ou, em casos patológicos, com uma figura histórica ou religiosa. Nos casos normais se manifesta como uma espécie de soberba e é compensada por um sentimento respectivo de inferioridade” (Recuerdos, Sueños, Pensamientos: 416).


Introversión
: “Modo de orientação psicológica onde o movimento da energia é para o mundo interno. (...) (O introvertido extremo) em reuniões em massa se sente só e perdido. Enquanto maior é a multidão, maior é sua resistência. Não está no mais mínimo “aí” e não lhe agradam as entusiastas festas informais. Não é sociável. (...) Seu mundo próprio é um porto seguro, um jardim bem cuidado e protegido, fechado ao público e escondido de olhos abelhudos. Sua melhor companhia é ele mesmo”(Lexicón Junguiano: 119).

Intuição: “Função psíquica que percebe as possibilidades inerentes ao momento presente (...) percebe via o inconsciente e não depende da realidade concreta. Na intuição, um conteúdo se apresenta inteiro e completo, sem que sejamos capazes de explicar ou descobrir como se originou dito conteúdo” (Lexicón Junguiano: 122).