|
Alma: “No curso de minhas investigações
sobre a estrutura do inconsciente, vi-me obrigado a estabelecer
uma distinção conceitual entre alma e psique.
Por psique entendo a totalidade dos fenômenos psíquicos,
tanto da consciência como do inconsciente. Em mudança,
por alma entendo um delimitado complexo de funções
que como melhor fica caracterizado é com a expressão
‘personalidade’” (Tipos Psicológicos:
477).
|
|
Alquimia: “A alquimia filosófica da Idade
Média deve ser entendida desde o ponto de vista da história
do espírito como um movimento compensatório do Cristianismo
a partir do inconsciente, pois o objeto das meditações
e técnica da Alquimia –o reino da natureza e da matéria-
não tinha lugar nem qualificação adequada
alguma no cristianismo, senão que se tinha como o que devia
ser superado.(...) É típico da linguagem da Alquimia
a imagem simbólica e o paradoxo.” (Recuerdos,
Sueños, Pensamientos: 408).
|
|
Amplificação: “Ampliação
e concentração de uma imagem onírica por
meio de associações orientadas e com paralelos da
história simbólica e do pensamento (mitologia, mística,
folklore, religião, etnología, arte, etc.) pela
qual se aclara seu sentido de interpretação”
(Recuerdos, Sueños, Pensamientos: 409).
|
|
Anima: Aspecto feminino interno do homem. O anima é
tanto um complexo pessoal como uma imagem arquetípica de
mulher na psique masculina. É um fator inconsciente encarnado
em cada menino, e é responsável do mecanismo de
projeção. Inicialmente identificada com a mãe
pessoal, o anima se vivência mais adiante não só
em outras mulheres, senão como uma penetrante influência
na vida de um homem” (Lexicón Junguiano:
14).
|
|
Animus: “Aspecto masculino interno da mulher. Ao
igual que o anima do homem, o animus é tanto um complexo
pessoal como uma imagem arquetípica. (...) O animus é
o depósito, por assim dizê-lo, de todas as experiências
ancestrais de homem que tem a mulher (...) Manifesta-se negativamente
em idéias fixas, opiniões coletivas e inconscientes
suposições a priori que reclamam ser verdades absolutas.
(...) Ao igual que o anima, o animus também tem um aspecto
positivo" (Lexicón Junguiano: 22-23).
|
|
Arquétipos: “O conceito de arquétipo
se deriva da observação repetida várias vezes
de que, por exemplo, os mitos e os contos da literatura universal
contêm sempre em todas partes certos motivos. Esses mesmos
motivos os achamos nas fantasias, sonhos, delírios e imaginações
dos indivíduos atuais. Essas imagens.... impressionam,
influem e fascinam... (...) devo destacar uma vez mais do que
os arquétipos não estão determinados em seu
conteúdo, senão meramente de um modo formal... O
arquétipo é um elemento vazio em si... O que se
herda não são as representações, senão
as formas em que este aspecto correspondem exatamente aos instintos
determinados também formalmente” (Recuerdos,
Sueños, Pensamientos: 411).
|
|
Asociação: “Vinculação
de representações, percepções, etc.,
por semelhança, pontos de contato, antagonismo ou sucessão.
(...) coincidências espontâneas que se saem da situação
onírica dada e se referem sempre a ele” (Recuerdos,
Sueños, Pensamientos: 30). “As associações
pessoais de imagens nos sonhos junto com a amplificação,
constituem um importante passo inicial para sua interpretação”
(Lexicón Junguiano: 31).
|